Situação Epidemiológica

Leishmaniose Visceral Americana

 Segundo o Misnistério da Saúde em 19 anos de notificação (1984-2002) os casos de L. visceral somaram 48.455 casos sendo que aproximadamente 66% deles ocorrem nos estados da: Bahia, Ceará, Maranhão, Piauí. Nos dez últimos anos, a média anual de casos no País foi de 3.156 casos e a incidencia de dois casos/100.000. (figura 1)

 

A doença é mais frequente em crianças menores de 10 anos (54,4%) sendo que 41% dos casos da doença regitrados, é em menores de 5 anos. O sexo masculino é proporcionalmente o mais afetado (60%). A razão deste fato é explicado pelo estado de relativa imaturidade imunológica celular das crianças, agravada pela desnutrição, tão comum nas áreas de endêmicas, além de uma maior exposição ao vetor no peridomicílio.

Na decáda de 90, aproximadamente 90% dos casos notificados de L. Visceral ocorreram na Região do Nosdeste. À medida que a donça se expande para as outras regiões e atinge áreas urbanas e periurbanas, esta situação vem se modificando e no período de 2000 à 2002 a região Nosdeste já representa uma redução para 77% dos casos no País. Os dados epidemiológicos dos últimos dez anos revelam a periurbanização e a urbanização da leishmaniose visceral, destacando-se os surtos ocorridos no Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Araçatuba (SP), Santarém (PA), Corumbá (MS), Teresina (PI), Natal (RN), São Luís (MA), Fortaleza (CE), Camaçari (BA) e mais recentemente as epidemias ocorridas nos municípios de Três Lagoas (MS), Campo Grande (MS) e Palmas (TO). As áreas de transmissão da doença no Brasil estão representadas na Figura 2.


Leismaniose Tegumentar Americana

No Brasil a Leismaniose Tegumentar Americana (LTA) é uma das afecções dermatológicas que merece mais atençõa, pelo risco de ocorrências de derformidades que pode produzir no ser humano e pelo envolvimento psicológico com reflexos no campo socioeconomico.

Apresenta ampla distribuição com registros de casos em todas as regiões brasileiras. A partir da decáda de 80 verifica-se aumento no número de casos registrados variando de 3.000 (1980) à 37.710 (2001).

A LTA ocorre em ambos os sexos e todas as faixas etárias, entretanto na média do país predomina os maiores de 10 anos representando cerca de 90% dos casos e nos indivíduos do sexo masculino representam 60% dos caso e a forma mucosa 4,71% do total registrados no ano de 2004.


FONTE: MANUAL DA VIGILÂNCIA DA LEISMANIOSE - 2007

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